domingo, 14 de junho de 2009

Morte nas ruas

Não atire não, senhor!!!
Eu não queria rouba-la não,
Eu ia devolver depois!!!

Suor frio, desespero, pânico, medo.
Sabia muito bem que estava vivendo seus últimos momentos de vida.
Tal vez a dura expressão do agente da lei lhe garantisse isso ou a sua intuição lhe assegurasse que a sua trágica existência estava no fim.
Ele pressentia, esta era sua última aventura.

O policial apontando a sua arma para ele, após do roubo de uma pequena moto.
A viatura em peso ao lado para apóia-lo
Foi detido na Avenida do Estado, embaixo do viaduto da Radial Leste.
Alguns dizem que ele errou, ao tentar pegar um documento preso em sua cintura.
Outros falam que ele não fez movimento algum.
Ou fez ou não, o policial interpretou como uma ameaça á sua vida ou não.
E um estampido surdo e abafado selou para sempre a vida desse sujeito, um meliante de uns vinte anos, mesmo assim, um jovem brasileiro.
Em menos de segundos ele assistiu a um julgamento sumário, uma condenação e execução.
Sem direito a recurso nem apelação em tribunal nenhum.

O povo se ajuntando em seu redor, para ver os despojos dum ser humano.
Parece uma atração mórbida, em volta de vítimas fatais se amontoar um monte de curiosos.
Não podiam faltar motoqueiros, motoboys, cada um com a sua tese, a sua opinião para dar.
A maioria uníssona ao comemorar um bandido a menos em circulação na sociedade.
Pareciam hordas de cães selvagens festejando e devorando a sua presa.
Cenas do gato ufano passeando com o mísero rato antes de devora-lo.

A quem poderemos culpar por isto?
Despreparo policial? Nem sempre.
Vítima de injustiça social, falta de oportunidade, opressão dos poderosos em cima dos menos privilegiados, má distribuição de renda favorecendo a criação dos bolsões de miséria, desatinos da classe mandatária, próprio destino, ou pura safadeza dele.
Em fim, teríamos tantos motivos quantos caberiam em nossa imaginação.
Ladrões já tínhamos na época de Barrabás e muito antes também.
Só que para a população em geral, assim como nos circos romanos em que se debatiam gladiadores até o fim, para o vencedor: A glória!!!
Para o perdedor, A morte!!!

Poucos pensam que num lar distante, uma mãe aguarda com o coração espremido, o filho que não mais há de voltar.
Ele jaz lá no centro da cidade, esticado na calçada com o peito arrebentado por uma bala, que cumpriu uma ordem, de executar a justiça dos homens.

Ainda recebe como benefício extremo, como mortalha, um plástico preto.
Uma das mínimas oferendas que a prefeitura entrega-nos em forma totalmente gratuita.
Tentando abafar uma sensação tétrica, como se escondendo a cena macabra diminuísse em algo a própria tragédia.

3 comentários:

Gilson Mboy promotor do Motoboysmo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gilson Mboy promotor do Motoboysmo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gilson Mboy promotor do Motoboysmo disse...

Aos vivos é dado o direito a escolha,mas aos mortos até a sua esperança se foi.

Alguns vivos escolhem dar fim a esperança do seu próximo,por ódio,inveja ou por ganância.

A morte sempre é uma resposta a má escolha que um homem faz,quer seja ele a vítima,quer seja o agressor.

Quando se fala em morte,logo se lembra do erro e do acerto e assim os vivos encaram a realidade e por um momento entendem o valor de cada ser humano.

Mais vale um cão vivo do que um leão morto.

Melhor é fazer um homem desviar-se da morte do que lamentar-se por tê-lo perdido.

A missão dos vivos é manter-se de pé,cuidar para não cair e ainda ajudar áquele que se encontra manco.

O que passar disso é coisa pra Deus.

A morte é a realidade que o homem não consegue encarar é uma história que ele não consegue colocar um ponto final;a morte é o próprio fim de uma história.

Quando chega a vez de cada homem,a morte põe um fim em tudo e só os vivos continuam opinando e tentando entender,e assim a fila anda.

Cada um com a sua senha e que Deus o tenha.

Quando eu morrer não acendam velas,pois já tem Um que ilumina o caminho e sei para onde vou;lá não haverá morte ,nem pranto,nem dor e a luz brilha para sempre.

O que eu direi da morte ?

É apenas uma porta e eu sei quem tem a chave e o poder de me livrar do sofrimento.

Quando eu passar,não mais me lembrarei deste mundo e pouco me importará o que as pessoas dirão sobre mim.

Quem poderá me livrar da morte,senão que já a venceu ?

E disse Jesus;eu sou o caminho,a verdade e a vida,ninguém vem ao pai senão por mim.

A fé define o que será depois do homem,se morte ou vida eterna.

Os vivos tem o direito á escolha,o morto não,mas os vivos insistem em comentar e perguntar o que será depois,e se esquecem de escolher o seu destino.

Felizes os que fizerem a boa escolha !

Meu cartão

Quem sou eu

Minha foto
Alguns me acham diferente, tal vez porque não frequento igrejas, me comunico direto com Deus. Outros afirmam que tenho muita beleza, interna claro. Baixo colesterol, alta testosterona, pressão normal, coração a mil, sempre pronto para amar, dosse altas de carinho, uma alma receptiva e nobres sentimentos.Que beleza!!! E vocês ainda querem que eu seja bonito? Mas que covardia. Sou pelo menos "interessante" Como broche de ouro, a minha mania de fazer amigos, com pessoas simples, assim como você e outros tantos que alimetam os meus sonhos, o meu ego, compartilham os meus momentos, me fazem rir e até chorar. E nesta troca de sentimentos desfrutamos juntos as nossas emoções que é o alimento de nossa vida espiritual. Agradeço a sua visita, a sua companhia. Leiame e por favor......me ensine algo, enriqueza a minha vida, adoro muito aprender. Bem vindos aqueles que sabem conjugar em todos os tempos o verbo "AMAR"

Paradas legais

Seguidores